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Rabiscos de um Maldisposto

Olá, bem-vindo ao meu blog!

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Não sejam hipócritas. 95% das músicas que passam nas principais estações de rádio portuguesas são músicas descartáveis e sem sentimento Não basta darem os parabéns a Salvador Sobral, senhores. Promovam a boa música, promovam os novos projectos, e fundamentalmente, a música cantada em português.

Não repitam vezes sem conta as mesmas músicas. Diversifiquem. Tenham brio na divulgação da boa música que se faz em Portugal e em todo o mundo.  


Sim, ao direito a morrer com dignidade

por Rabiscos de um Maldisposto, em 01.02.17

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Hoje, na Assembleia da República, o tema da despenalização da morte assistida volta a ser discutido por causa da petição - "Direito a morrer com dignidade", que já possui mais de oito mil assinaturas.

Foi há 15 anos que a Holanda deu luz verde às pessoas para decidirem se queriam ou não a realização da eutanásia, em caso de uma doença incurável, e em sofrimento profundo. Embora com algumas restrições (e bem, na minha opinião), a Holanda foi o primeiro país do mundo a dar um pontapé na suposta “ética”, e a permitir que os seus cidadãos, caso assim desejassem, morrer com mais um pouco de dignidade.

Não concordo com referendos quando o assunto toca a cada um de nós. É um assunto que embora seja bastante pertinente e obviamente muito complexo, é uma matéria íntima que diz respeito a cada individuo, e como tal, essa possibilidade já deveria existir em Portugal. Que autoridade tem as pessoas que estão contra a legalização da morte medicamente assistida, para decidirem a forma como as pessoas que se encontram em fase terminal degradante devem morrer? Nenhuma!

Que sociedade é esta que impõe restrições à dignidade de cada cidadão? Como é que dizem que vivemos num país livre, quando no momento em que mais desesperamos por independência, não a temos? Porque é que ainda não temos a liberdade, em perfeito controlo das nossas capacidades mentais, de pôr fim à angústia, do possível abatimento do nosso corpo? Será que temos de sofrer, juntamente com todos os que nos circundam, só porque eticamente não é aceitável?

Felizmente, para todos nós, já temos vários países que permitem aos seus cidadãos terem essa opção. Já são sete países (mais alguns estados dos Estados Unidos da América). Então aprendamos com cada um deles sobre direito e dignidade.


Um Presidente da República que nos motiva

por Rabiscos de um Maldisposto, em 20.01.17

Aquilo que Marcelo Rebelo de Sousa tem feito ao longo do seu mandato como Presidente da República é completamente meritório de um político altamente inspirador. E escrever sobre Marcelo e as suas acções, no dia em que Donald Trump, o 45.º Presidente dos EUA toma posse, não poderia ser mais do reconfortante.

A última imagem que se tornou viral de Marcelo Rebelo de Sousa, volta a blindar o estatuto que lhe vem sido atribuído ao longo do seu mandato. O discurso fácil, a visão certeira, a comunicação assertiva e a extrema sensibilidade humana, são qualidades que raramente se constatam nos políticos a que estamos acostumados a conhecer.   

Correndo um alto risco de ser acusado (mais uma vez) de populismo, Marcelo Rebelo de Sousa surge no Pavilhão Municipal do Casal Vistoso, em Lisboa, na noite mais fria do ano, a conversar e a distribuir abraços com os sem-abrigo que por lá se encontravam. As imagens rapidamente se tornaram virais. Os canais generalistas fizeram questão de colocá-las em primeiro plano. Mas o gesto ficou connosco. Mais uma vez Marcelo Rebelo de Sousa volta a ser um político inspirador. Um autêntico homem que motiva as massas. E ao analisar a sua actual popularidade, rapidamente poderíamos constatar que já não precisaria de nada disto, caso fossem atitudes forjadas.

Obviamente que o gesto de Marcelo Rebelo de Sousa não resolveu, nem eliminou as brutais desigualdades e dificuldades que estas instituições enfrentam para dar suporte aos que mais precisam. Mas sem dúvida que quem o pôde receber de braços abertos, e teve a oportunidade de ouvir as suas palavras, não ficou indiferente. Para quem está habituado a viver na rua e já deixou de acreditar na sociedade, a mobilização de um Presidente da República poderá ser muito mais do que simples acto de populismo. Poderá ser a alavanca para o início de uma nova vida.

Obrigado, senhor presidente.


Recordar Mário Soares

por Rabiscos de um Maldisposto, em 08.01.17

Ainda falta alguma figura pública recordar Mário Soares? Vejam lá isso porque depois já ninguém vós leva a sério, nem têm mais holofotes sobre vós. Têm até Terça-feira para fazê-lo. Depois não venham dizer que ninguém vos avisou.
Eu como ainda não tenho esse estatuto já me decidi: vou recordar Mário Soares no Verão, acompanhado com gambas e uma jola bem fresquinha, numa esplanada junta ao mar. Creio que essa seja a forma mais digna de o recordar, e não num período onde todos têm algo a dizer sobre ele, podendo até correr o risco de não ser levado a sério por ninguém e ser arrastado pela onda negativa que se abate nas caixas de comentários. Hoje já quase dei por mim a ler textos da direita, portanto não quero mesmo arriscar.
Espero que Mário Soares não me leve a mal. Também se levar paciência, já morreu.


Que 2017 seja enorme

por Rabiscos de um Maldisposto, em 31.12.16

Não nos podemos despedir de 2016 ignorando tudo aquilo que correu mal e só levar connosco as coisas boas para 2017. O espírito positivo de que será um ano melhor, assim como a vontade de resolução terão de estar presentes. “Brexit”, “politicamente correcto”, “desigualdade”, “racismo”, “terrorismo”, “Síria”, “solidariedade”,“Donald Trump”, “Vladimir Putin”, “medo”, “inflexibilidade”, - são algumas das palavras e nomes fortes, que nos vão acompanhar nesta transição de ano e que marcaram o mundo com toda a certeza em 2017.
Por cá, o actual Governo conseguiu devolver o espírito de mudança, de confiança e estabilidade, depois de anos cinzentos onde a palavra austeridade foi dominando o vocabulário dos portugueses. Apesar de tudo, a mudança para a tal “geringonça”, devolveu a confiança aos portugueses e isso tem se reflectivo no consumo e na produtividade. Resta-nos aguardar e perceber se o crescimento da economia, o investimento público, a redução do desemprego, a eficácia na justiça e a eliminação de burocracias e esquemas que corrompem a área da saúde, conseguiam acompanhar o que de bom até agora foi feito.
Por outro lado temos finalmente um Presidente da República efectivamente próximo da população. Finalmente a expressão “presidente de todos os portugueses”, nunca fez tanto sentido. Pode politicamente ainda não ter dado nenhum passo importante (é um facto), mas na confiança dos portugueses tem sido fundamental. Marcelo Rebelo de Sousa veio tarde mas já não passa despercebido.
E por último, resta-nos evoluir como sociedade. Vamos aproveitar a mudança de ano e reinventar-nos, reduzindo o preconceito e a inflexibilidade, ampliando a tolerância e a solidariedade. Que se deixe de lado o assombroso politicamente correcto e que se comece a rir mais. Rir de tudo. Que 2017 seja enorme!

 

Aníbal Cavaco Silva enganou o Estado?

por Rabiscos de um Maldisposto, em 01.10.16

Então Aníbal Cavaco Silva terá pagado metade do IMI durante 15 anos, porque ofereceu declarações erradas ao Estado? Só pode ser engano!
Bom, mas se Cavaco Silva fez isso, também não fez assim nada de inovador. Também há muitos portugueses que não declaram o que ganham, principalmente os biscateiros e mais uns quantos que fogem aos impostos. Aliás, o português sempre que pode fugir ao fisco, é logo o primeiro a alinhar na brincadeira.
Portanto, a confirmar-se, o ex-Primeiro Ministro e ex-Presidente da República, foi o verdadeiro reflexo dos portugueses durante esses anos todos.


O português sofre muito

por Rabiscos de um Maldisposto, em 28.09.16

Em mais de 7 mil milhões de pessoas, os portugueses são os que sofrem mais. Os portugueses são os que mais sofrem no trabalho, no amor, na cultura, nos impostos, no dia-a-dia. Se Jesus Cristo fosse português, teria sofrido muito mais do que sofreu. E há quem diga que sofreu bastante.

O português quando começa a contar as suas peripécias no estrangeiro é quase sempre o valente. Começa por soltar uma série de acontecimentos em que se destacou completamente, mas quando se apercebe que já não está a ser levado a sério, começa a conversa do sofrimento. Para ter conseguido aquilo tudo, ele teve de aguentar tudo e mais alguma coisa. Eles conseguem destacar-se em tudo, mas primeiro sofrem que é uma coisa doida. Ninguém consegue imaginar o que os portugueses sofrem, nem tão pouco os próprios portugueses. É como se cada português tivesse um sofrimento especial, e que o sofrimento de um acaba por superar o sofrimento de outro.

O dia-a-dia dos portugueses é muito doloroso. Em condições normais, 8 horas de trabalho conseguem superar as dezasseis horas que geralmente se fazem no Bangladesh. São menos horas, o trabalho, as condições de trabalho e o próprio salário, podem ser completamente diferentes comparativamente com o país asiático, mas o português aguenta muito mais.

O português deixa Portugal para não sofrer mais, mas acaba por sofrer noutro país qualquer. Até respirar pode ser um castigo para um luso. Uma gripe de um alemão, nada se compara com a gripe de um português. O tumor de um português é cinco vezes pior do que o tumor de um dinamarquês. O português só de falar em doenças, já está a sofrer porque toda a sua família já teve doenças. E a vizinhança já teve todos os princípios de doenças proibidas.

O sofrimento é algo importante para a vida do português, nem que seja simplesmente utópico. É o “sofrimento” que alimenta a chama do português, e tudo que se faça em Portugal é mérito dos portugueses e do sofrimento.  

Ora viva, só para quem ainda não me insultou hoje. Como é que vai essa manhã de Terça-Feira? Aposto que ainda não desceram até aos 30 graus, não é verdade? Estavam aí todos malucos para que as temperaturas elevadas viessem e pronto, de repente temos Portugal praticamente todo a arder.

Estava na casa de banho a ler um jornalito popular, e ao que parece, mais de um terço dos fogos de Agosto começou à noite. Segundo dados da Autoridade Nacional da Protecção Civil, 37,4% dos incêndios florestais de Agosto começaram à noite. Portanto, chegamos rapidamente à conclusão que a culpa não é mais do sol. Basta! Está na altura de deixar de culpar o sol por brilhar excessivamente e de estar muito quentinho em pleno Verão.

Portanto, o que temos agora são pessoas ou animais (desta vez deixo ao vosso critério) que se estão a divertir pela noitinha, geralmente da meia-noite até às 8 da manhã, para provocar alguns incêndios. E o que leva estas pessoas (?) a provocarem estes incêndios? Ainda ninguém descobriu.
Ainda não consegui descobrir o que leva um atrasado mental a provocar incêndios em florestas, mas julgo que não haverá motivo que justifique esse acto, do que um simples atraso mental.

Contudo, começo a achar que é necessário existir mais patrulhamento nas arenas de maior dimensão e onde o entulho já ultrapassa as toneladas. Isto tudo porquê? Porque já começa a chatear um bocadinho, todos os anos o mesmo tema e todos os anos ler e ouvir que se perderam vidas no combate a incêndios.
Estão a ver as forças policiais que normalmente estão disponíveis nos dérbis de futebol? Metam essa gente toda a patrulhar as florestas da meia-noite até às 8 da manhã, e talvez a percentagem dos fogos que têm sido provocados comecem a reduzir. Os incêndios florestais com origem criminosa correspondem a um terço dos fogos no total de 2014, o que representam 41,5 da área ardida nos últimos 13 anos em Portugal. Então, creio que temos razões mais do que suficientes para aumentar de facto a patrulha nestas áreas e também iniciar processos de limpeza meses antes do período onde geralmente atingir as temperaturas mais elevadas.

E já agora: vídeos e imagens pelo Facebook a dar força aos bombeiros não serve de nada, ok? Querem dar força moral a quem realmente está a combater a porcaria que os outros têm vindo a fazer? Dirijam-se até ao quartel mais próximo da vossa residência, e agradeçam pessoalmente às pessoas que estão a dar a cara e o corpo a estas causas.


Sensibilizar de forma delicada os consumidores de tabaco

por Rabiscos de um Maldisposto, em 15.05.15

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Olá, estão aí? Óptimo. Eu sei que houve um tema que não bateu tanto como a Constança da Figueira da Foz, mas na minha opinião, não pode cair no esquecimento só porque surgiu uma enorme quantidade de notícias sensacionalistas com capacidade de atrair todo o tipo de carne para canhão.

Ora, então aqui vai: O parlamento vai discutir hoje, a proposta de lei do governo para a revisão da lei do tabaco, que prevê a proibição de fumar em todos os espaços públicos fechados e discutir o envolvimento de imagens chocantes nos maços de tabaco. Logo, podemos desde já concluir que a falta de temas interessantes já estava a ficar diminuta e nada melhor do que bater (raios, isto hoje só me dá para isto) no característico tópico cliché.

Claro que o objectivo aqui é não sensibilizar muito, porque depois lá vem a velha história que sensibilizar de mais, pode dar bronca e o dinheiro arrecadado dos impostos pode estar em causa e pronto, podemos ter aqui um problema. Um problema que desta vez pode estar a causar danos na saúde da economia do país. Que engraçado.

No fundo todos sabemos o que se passa, mas continuamos aqui a comprar o que nos vendem. É giro ser contra o tabaco e é bom fazer de conta que se acredita nas soluções para tentar reduzir o consumo de tabaco. Mas depois tudo fica a cargo do próprio consumidor. No fundo é como se o governo estivesse de certo modo a mascarar a sua quota-parte de culpa, lançado avisos e formas de dizer “Nós não apoiamos”, mas depois todos sabemos o peso que isso tem nas contas.

Há estudos sugerem eficácia das imagens chocantes nos maços de tabaco, então, mas e depois? Não seria melhor proibir logo ou até mesmo incriminar quem consume? Não seria melhor ser a própria sociedade a reprovar o vício? Creio que em pleno século XXI já todos temos consciência que consumir tabaco pode ter impactos sérios na saúde.

Honestamente as fotografias de caixões de crianças, pulmões cancerosos, dentes podres e membros mutilados até pode de certo modo incomodar no início da sua implementação, mas com o decorrer do tempo, passará a ser secundário e se for preciso, serão os próprios fabricantes a criarem formas de os consumidores ocultarem aquilo após a compra. Portanto será mais uma medida que pouco servirá para ajudar no problema.

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Estava a ter um passeio agradável pela Internet, com uma velocidade bem constante e sem grandes momentos de publicidade enganosa e tal, quando de repente reparei no seguinte título: "Doar dinheiro para África? O que a África fez por mim?"

Achei um título bastante sensacionalista mas resolvi ir lá espreitar porque de certo modo até concordo com a seguinte afirmação, sendo eu europeu e fartinho de estar constantemente a ser bombardeado com tretas de solidariedade.

A personalidade em causa é Floyd Mayweather, um pugilista norte-americano de raça negra, que há poucos dias venceu Manny Pacquiao num combate que valia 180 milhões de dólares.

Segundo, Mayweather: "Oiço pessoas a dizer, ele [Mayweather] tem tanto dinheiro, porque não doa algum para África? Bem, o que é que África fez por mim? O que é que África deu a mim e aos meus filhos? " Não conheço história do homem, mas julgo que de certo modo está correcto. Ele não é obrigado a ajudar África. Assim como nenhum cidadão europeu ou asiático é forçado a fazê-lo. Porém, parece que de repente tornou-se praticamente uma obrigação e quem diz “Não!”, é quase julgado em praça pública.

Vale sempre a pena lembrar que o continente africano é extremamente rico em matéria-prima. A quantidade de recursos naturais existentes naquele continente é verdadeiramente fantástico, contudo, a corrupção é de tal forma, que torna-se praticamente impossível de o povo mais carenciado sair da miséria. Para além disso, quantas vezes já ouvimos ou lemos, que os nossos donativos foram em vão? Há imensa propaganda enganosa em redor do tema “Ajuda África”, principalmente quando os principais líderes daqueles países vivem bem acima da qualidade de vida de um simples cidadão daquelas terras.

Confesso que já deixei de pensar ajudar o continente africano há imenso tempo, porque de facto sinto que as ajudas que são feitas são praticamente em vão, e os líderes daqueles países estão noutro planeta e não sou eu, um cidadão comum de outro continente, que vai mudar aquilo. Já para não dizer que vivo num país, onde há claros sinais de pobreza e pessoas em situações precárias, que talvez mereçam ainda mais a tal devida ajuda. O dinheiro não abunda deste lado, por isso tem de ser bem gerido até no momento de fazer donativos.

Ah! Não precisamos de ser hipócritas quando não queremos ajudar, basta dizer de forma livre: não.

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