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Rabiscos de um Maldisposto

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A propósito do pai que deu um bofetão ao filho no jogo do Sporting

por Rabiscos de um Maldisposto, em 05.01.17

Creio que este seja o momento ideal para comentar de forma mais extensiva o vídeo da criança que leva um estalo do pai, no final do jogo do Sporting. Antes de mais, e para que seja desde já aqui esclarecido: eu levei, muitos levaram, e muitos ainda continuam a levar bofetões dos pais. E portanto, antes que venham com argumentos desse género, poupem o vosso tempo e gastem-no de forma útil.

Obviamente que é bastante complicado de analisar a situação e baseando-me unicamente naqueles pequenos segundos não consigo tirar grandes conclusões, mas não deixa de ser um momento bastante infeliz onde uma criança é agredida num espaço público. Foi um tabefe, tudo bem, mas não deixa de ter sido um momento triste. Porém, não foi bem o acto em si que me deixou um pouco revoltado com a situação, foi sim constatar que ainda se educa desta forma em Portugal.

Vi centenas de comentários de pessoas admiradas com as reacções das pessoas que ficaram revoltadas com aquele pequeno vídeo, onde muitas frisavam bem que levaram imensa porrada dos pais quando eram crianças e que até lhes foram bem dadas. Quanto a isso, não há muito a dizer. Infelizmente, há 40 anos era perfeitamente normal assistir a pais a baterem nos filhos na rua, em frente aos amigos, aos professores, etc. Mas os tempos evoluíram. O mundo evoluiu. E portanto, a forma de educar as crianças também foi evoluindo, ficando cada vez mais para trás aquela fórmula brilhante de educar as crianças à base de pancada.  

Eu acredito que seja possível educar crianças sem agressões físicas, embora também compreenda que de vez em quando uma sapatada não seja a pior coisa do mundo, nem tão pouco seja capaz de traumatizar um catraio. Mas uma sapatada, não significa um estalo cheio de vontade, e em público.

Não creio que a falta de educação que se vem constatando nas gerações mais novas, seja por causa de falta de sapatadas, ou de bofetões, pontapés, cintos ou de colheres de pau, mas sim por falta de tempo, paciência e diálogo dos pais com os filhos. E não quero com isto dizer que o papel de pai ou de mãe actualmente seja a tarefa mais fácil do mundo. Porque não é. De todo. Mas também sejamos francos: se os pais não têm tempo para os filhos, porque é que decidiram ter essa enorme responsabilidade nas mãos? Educar não significa causar dor sem explicação.  

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