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Rabiscos de um Maldisposto

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Um país governado por gente pouco humilde

por Rabiscos de um Maldisposto, em 17.10.17

A imagem de desnorte total da Ministra da Administração Interna resume-se a tentar reparar a merda em cima do joelho que não conseguiu prevenir. E rejeita a demissão, porque acredita que isso seria o mais fácil.

"Ia-me embora, ia ter as férias que não tive. Ia resolver o problema? Não, não ia!".

E falar em férias, depois de mais de 100 mortes confirmadas, depois de várias pessoas terem ficado desalojadas, terem perdido o sustento, gado, etc. E dignidade, senhora ministra? A demissão ontem já era tarde.

Em Junho, 64 mortos nos incêndios de Pedrógrão Grande. Em Outubro, 37 mortos em incêndios por todo o país.

Como é que depois disto, é possível dizer que a Ministra da Administração Interna não tem responsabilidades em nada? Depois de inúmeras irresponsabilidades nesta onda de incêndios, nem um pedido de desculpa. Nem uma pingo de humildade e admitir que pouco se fez no que toca a prevenir. Temos muito a aprender com o povo oriental, principalmente em humildade.

Não vai há muito que o Primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe pediu desculpa por exemplo pelo excesso de gastos e erros administrativos na construção do Estádio Olímpico de Tóquio, que receberá os Jogos Olímpicos de 2020.


Artistas que não consumem o que fazem

por Rabiscos de um Maldisposto, em 10.10.17

Como é que querem aumentar as audiências televisivas com programas de entretenimento, se os participantes dizem de boca cheia que não consomem aquele tipo de formato? De repente tornou-se “fixe”, dizer-se que tudo o que dá na televisão generalista é mau, mas ao mesmo tempo, as figuras públicas têm de fazer o frete porque precisam de ganhar dinheiro.

A má programação não é de agora. A falta de capital acabou por adiantar a crise da criatividade e a falta de audácia no investimento. Os tempos em que tudo o que era projecto acabava por fluir já lá vão. Agora tudo é pensado e raramente se inova. Há até quem diga que o futuro agora é pura e simplesmente o mercado digital. O que me leva a crer que está tudo certo. A evolução é isso. Mas perante esta realidade, como é que depois podemos pedir mais audiências? Não há coerência neste discurso. E pior só mesmo algumas figuras públicas que já estão com um pé no digital e outro no passado, mas que ainda assim não descartam a oportunidade de ganhar mais algum. E bem, obviamente. Mas a coerência depois tem de exigir, ou então tudo acaba por ser demasiado falso. E é isso que se tem notado.

As personalidades que têm aparecido nos “novos” programas desta nova temporada televisiva já quase todas elas demonstraram estar contra a nova forma de se fazer televisão, mas ainda assim continuam a participar e a alimentar as estações televisas. Mesmo admitindo que não são consumidores daquele formato, insistem em oferecer aos telespectadores aquilo que eles não gostam. Mas então perante isto, como é que esta coisa funciona? Pura e simplesmente a magia de outros tempos não acontece. As pessoas estão a fazer algo que não gostam quando o objectivo é entreter e dar algo diferente ao que existe actualmente. Os risos forçados são altamente denunciados e a falta de criatividade já é demasiado evidente.

Já deixei de consumir esse tipo de programas há muito. Não mudem por mim. Mudem pelos que ainda vêem televisão. Sejam genuínos, senhores actores e actrizes, ou simples figuras públicas. Não rebaixem os telespectadores, oferecendo algo que não gostam e jamais consumiriam.


Trump passa de besta a bestial

por Rabiscos de um Maldisposto, em 25.09.17

E de repente acontece o inesperado. Donald Trump torna-se um ser admirável que protege o mundo de um louco gorduxo asiático. Se o gordinho de olhos em bico resolveu brincar aos testes com mísseis, merece obviamente uma resposta do magnata com bombardeiros a passear pelos céus da Coreia do Norte sob forma de intimidação. 
Neste momento qual é a prioridade do mundo? Parar o louco americano ou o doente norte coreano? Muito honestamente não sei. Até há muito pouco tempo tínhamos um candidato à presidência dos Estados Unidos a afirmar que os imigrantes mexicanos eram uma praga de droga e crimes, e para os impedir, seria necessário obviamente o recurso do clássico muro. Isto aliado à enorme onda racista e discurso homofóbico, parece que neste momento Trump passou a ser um produto razoável neste mundo. 
Bem sei que a malta está doida por ver uma luta desigual, onde a América volta a intervir para salvar o mundo, mas vamos com calma. Não vejo mais nenhum país tão preocupado em abater os coreanos como a América, carregadinha de vontade para explorar aquelas terras desconhecidas e ficar mais uma vez marcada pela destruição totalitária.
E que tal juntar estes senhores a uma mesa e obrigá-los a conversar, em vez de os incentivar a uma guerra onde certamente morrerão milhões de inocentes? Era capaz de ser mais interessante.


A capa da revista Cristina

por Rabiscos de um Maldisposto, em 07.07.17

Se a revista Cristina trouxesse uma capa com um casal heterossexual a beijar-se, seria com toda a certeza diferente e também se destacaria das restantes. Mas, a direção decidiu seguir o caminho mais sujo, e colocar uma capa que logo à partida saberiam que iria dar que falar, porque ainda vivemos numa sociedade altamente retrógrada e incapaz de respeitar o próximo. Contudo essa escolha também demonstra que há ainda hoje, um grande aproveitamento da sexualidade de cada um, sendo um tema que de vez em quando ainda é discutido como se fosse algo extraterrestre e fora do contexto da sociedade actual.

Neste momento devíamos estar a discutir a decisão da capa, e não a orientação sexual de cada um, mas infelizmente não é isso que se lê e ouve nas várias redes sociais.

Para a revista Cristina, os casais homossexuais ainda merecem ser destacados. Para a direção da revista Cristina, os casais homossexuais ainda são novidade e ainda podem ser tema de conversa. As reacções assim o demonstram.


Roubo de armas nos paióis do Exército

por Rabiscos de um Maldisposto, em 03.07.17

Que coisa é esta de agora estarem todas as semanas a pedirem demissões de ministros do Governo? Como é que querem que depois as pessoas levem os políticos a sério? Isto não é normal.

Vejamos as coisas. Segundo o jornal El Español (fonte incrível), foram roubadas: - 1.450 cartuchos de 9 mm, - 22 bobinas de fio para ativação por tração, - Um disparador de descompressão,- 24 disparadores de tração lateral multidimensional inerte, - Seis granadas de mão de gás lacrimogéneo CS / MOD M7, - 10 granadas de mão de gás lacrimogéneo CM Anti-motim M / 968, - Duas granadas de mão de gás lacrimogéneo Triplex CS, - 90 granadas de mão ofensivas M321, - 30 granadas de mão ofensivas M962, - 30 granadas de mão ofensivas M321, - 44 granadas foguete antitanque carro 66 mm com espoleta M4112A1 com lançamento M72A3 --M/986 LAW, - 264 unidades de explosivo plástico PE4A, - 30 CCD10 (Carga de corte), - 57 CCD20 (Carga de corte), - 15 CCD30 (Carga de corte), - 60 iniciadores IKS, - 30,5 lâminas KSL (Lâmina explosiva). Muita coisa, certo? Sem dúvida.

Então perante este material todo, como é que podemos olhar unicamente para a demissão de um Ministro, para justificar tamanha falta de segurança, competência e rigor? Como é que os paióis do Exército, são arrasados com um roubo destes, e ninguém dá por nada? Para que servem afinal as Forças Armadas neste momento em Portugal, se nem conseguem garantir a segurança de um armamento que se for parar a mãos terroristas, poderão fazer danos inimagináveis?  

A falta de investimento nas Forças Armadas não pode justificar tudo. Houve incompetência e desmazelo de quem se encontrava a dirigir a segurança e a vigilância dos Paióis Nacionais de Tancos. O que é que o Ministro tem a ver com isto, afinal? Quem é que abandonou os Paióis Nacionais? Como é que é foi possível, estes armazéns de extrema importância, terem ficado tantas horas sem vigilância? Soldados, Generais, Tenentes, o que é que têm a dizer sobre isso? A solução passa só por pedirem a demissão do Ministro da Defesa? Por favor, assumam as vossas responsabilidades!


As prioridades de um país, depois de um concerto solidário

por Rabiscos de um Maldisposto, em 28.06.17

Eu até já estava a estranhar que o evento de ontem terminasse sem uma pequenita polémica para dar que falar no final do evento solidário. Calhou a Salvador Sobral soltar um pouco do que alguns dos artistas que por lá passaram, pensavam realmente do púbico português das suas manias de estar na vida e dos seus comportamentos em espectáculos.
Ao longo da transmissão pensei que aquelas pessoas não sabiam bem porque é que ali estavam e o porquê de aquela tragédia ter acontecido. Foi estranho ver tanta alegria à custa de um acontecimento trágico, onde a sociedade e os responsáveis políticos têm falhado consecutivamente. 
A grande maioria do público português também não sabe estar e não sabe respeitar o trabalho dos artistas em palco, ora em excessos de entusiasmo ora em barulho necessário e incomodativo. 
Salvador Sobral reagiu de uma forma transparente. Falta-lhe experiência em lidar com o público e conseguir abstrair-se do quanto o público português por vezes é ingrato. 
Não foi a melhor forma de se expressar, mas deu para perceber exactamente o que ele quis dizer.


Rigor, senhores jornalistas

por Rabiscos de um Maldisposto, em 03.06.17

Não estou a exagerar quando digo que vi mais do que quatro vezes nas últimas 24 horas o nome do lendário vocalista dos Queen mal escrito. Esta falta de cultura jornalística, aliado à falta de rigor profissional, tem sido cada vez mais evidente nos dias que correm. Para além disso, está cada vez mais claro que o conteúdo exclusivo é obra do passado, porque a facilidade com que se fazem noticias através de outras notícias, mesmo sem se confirmar o que se está a noticiar, acabando até por muitas vezes comprometendo o relacionamento com os leitores, é muitíssimo tentador.
O que é certo é que a continuarem assim, estão também a formatar uma sociedade e a destruir todo o respeito pela classe jornalística.

Não sejam hipócritas. 95% das músicas que passam nas principais estações de rádio portuguesas são músicas descartáveis e sem sentimento Não basta darem os parabéns a Salvador Sobral, senhores. Promovam a boa música, promovam os novos projectos, e fundamentalmente, a música cantada em português.

Não repitam vezes sem conta as mesmas músicas. Diversifiquem. Tenham brio na divulgação da boa música que se faz em Portugal e em todo o mundo.  


A ignorância é uma coisa muito triste

por Rabiscos de um Maldisposto, em 24.04.17

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Os "bons" resultados da extrema-direita na França dão para tudo. Finos e pesticos para a emigrantada que ainda não percebeu que assim que esses meninos cheguem ao poleiro, eles próprios, emigrantes, vão todos para o caralhinho!

A falta de informação desta gente é gritante, e as baboseiras que lançam cá para fora são absolutamente surreais! Para além do discurso xenófobo, estão completamente a leste do que realmente se passa no continente europeu, assim como no mundo.

A ignorância é uma coisa muito triste.


Chega de violência no futebol

por Rabiscos de um Maldisposto, em 23.04.17

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 Só para esclarecer: isto nada tem a ver com desporto. Isto é selvajaria, vandalismo ou até mesmo, terrorismo, se assim preferirem. Já culparam os presidentes e a comunicação social pelo profundo clima de crispação que se tem vivido, mas e que tal olharmos para isto como um todo, e não nos esquivar-nos da nossa pequena contribuição para este ambiente de agressividade corrosiva? Já passamos há muito das clássicas rivalidades, das bocas e das brincadeiras, que de vez em quando geravam pequenas discussões. As coberturas televisivas em dias de clássico transpiram a tudo menos a clima de paz, com perguntas retóricas e sempre com um pequeno rastilho para os entrevistados darem o "show", com possibilidade de se tornar viral. A falta de respeito para com os jornalistas é também enorme, com vocábulos que envergonham todos os que contribuíram para a liberdade de expressão. E até custa a perceber como é que qualquer profissional se sujeita a este tipo de coberturas, que em nada dignifica a profissão nem tão pouco o desporto. Já chega.

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